Adotar um gato é uma delícia. Os felinos são companheiros fiéis, cheios de personalidade e que enchem a vida de seus donos de felicidade. Porém, para os tutores de primeira viagem, pode ser uma experiência diferente e que necessite de ajuda em um primeiro momento.

E se a escolha for por um filhote, é necessário ter atenção redobrada! Por serem mais frágeis e vulneráveis, eles necessitam de cuidados especiais e proteção para garantir a saúde e o bem-estar, bem como proporcionar uma boa adaptação.

Afinal, principalmente para aqueles que estão sendo acolhidos após os primeiros 45 dias de vida, há toda uma fase delicada do desmame e de afastamento da mãe e, por isso, a recepção no novo lar deve ser feita de forma a tornar sua vida mais confortável e feliz.

Continue lendo e veja como cuidar de um gato filhote e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

1. Cuide da alimentação

Um gato filhote, principalmente aqueles com 45 dias, necessitam de cuidados especiais com alimentação. Eles acabaram de sair do desmame e estão começando a se acostumar com o consumo de ração seca.

O ideal é escolher uma ração de qualidade (premium ou super premium) e que seja específica para o primeiro ano de vida do animal. Ela é mais rica em vitaminas e proteínas, supre as necessidades nutricionais da fase de crescimento e proporciona uma redução de problemas de saúde.

2. Escolha um bom lugar para o animal dormir

Como falamos, este é um momento no qual o animal está se readaptando após sair dos cuidados da mãe. Assim, é essencial escolher um bom lugar para ele dormir. Nos primeiros dias em casa, ele pode estranhar e chorar bastante. Por isso, evite deixá-lo sozinho.

Você pode comprar almofadas e casinhas específicas para esse fim, deixando esse momento mais confortável e feliz para ele.

3. Providencie uma caixinha de areia

Uma grande vantagem dos gatos é que eles são bastante higiênicos. Eles têm a necessidade de enterrar suas necessidades (xixi e cocô) e fazem isso praticamente de forma instintiva.

Uma caixinha de areia é fundamental para estimulá-los a manter esse hábito. O recomendado é ter, pelo menos, duas caixas para cada animal da casa, já que muitos tendem a separar os locais em que urinam e que depositam as fezes e costumam não utilizar a mesma caixa que os demais colegas de quatro patas.

É essencial manter a higiene desses objetos, retirando a sujeira todos os dias. Isso porque eles também só fazem as necessidades em local limpo. Caso contrário, eles poderão evitar fazer suas necessidades e, assim, desenvolver problemas no trato urinário.

4. Agende a castração

Uma das informações mais importantes sobre como cuidar de um gato filhote é: providencie a castração já nessa fase. Muitos tutores são relutantes em relação a esse cuidado, mas ele é fundamental para prolongar a vida e manter a saúde do animal.

Em primeiro lugar, esse procedimento diminui a vontade do gatinho de sair de casa durante o cio. Muitas das doenças com maior fatalidade para os felinos são contraídas justamente nessas “saidinhas”, como a FIV e a FeLV. Outro ponto que torna a castração importante é a prevenção de gravidez indesejadas.

A esterilização auxilia a acalmar o animal, já que o processo de cio é estressante. Além disso, previne certos tipos de tumores. As fêmeas ainda ficam protegidas de desenvolverem piometra, uma infecção no útero com alto potencial letal.

O procedimento é rápido e simples e os riscos para o animal são quase nulos. Caso tudo ocorra bem, o animal retorna à casa do seu protetor no mesmo dia do procedimento. Os cuidados com o pós-operatório são simples: usar roupa cirúrgica e evitar que o animal puxe os pontos.

Ao realizar o procedimento nos gatos filhotes, garante-se praticidade no pós-operatório, bem como evita-se que eles fiquem expostos aos estresses e problemas que podem ser gerados com o cio constante.

5. Mantenha a escovação dos pelos em dia

Os donos de gatos sabem que uma característica marcante dos felinos é deixar pelos pela casa toda. Uma das formas de reduzir os problemas e desconfortos causados pela queda é escovar constantemente.

O recomendado é que se crie uma rotina para essa ação, acostumando o animal ao procedimento e também criando esse hábito no dono.

Além disso, a escovação recorrente é essencial para diminuir a criação de bolas de pelos, que tendem a causar bastante desconforto para o gatinho e assustar seus donos quando são expelidas.

Quando o animal é acostumado desde filhote a ser escovado, ele tende a ficar menos relutante e estressado com o processo. Assim, o dono consegue realizar a escovação tranquilamente, sem arranhões e brigas com o bichinho.

É também uma forma bem legal de estreitar os laços com o pet, já que o contato da escovação é encarado como um momento de dedicação e carinho.

Veja algumas dicas que podem ajudar bastante nesse momento:

  • escolha uma escova adequada para o tipo de pelo do filhote (curto, médio, longo);
  • faça a escovação ao ar livre para evitar que os pelos voem e se espalhem pela casa;
  • não pegue o filhote de surpresa e comece a escovação. Faça um agrado antes para que ele encare o processo sempre como algo positivo;
  • faça a escovação de forma suave ou poderá machucar a pele do animal;
  • limpe a escova durante o processo, para remover os pelos que ficaram presos;
  • aproveite o momento da escovação para verificar a pele do gatinho;
  • sempre escove na direção de nascimento do pelo, e não o contrário;
  • caso encontre um nó, tente desembaraçá-lo com cuidado. Não force e nem corte o nó. Mantenha a paciência;
  • regiões próximas aos olhos, focinho, boca, orelhas e barriga devem ser escovadas com cuidado, por serem áreas mais sensíveis.

6. Coloque em dia a vacinação e a vermifugação

É de extrema importância que os tutores fiquem atentos à vacinação e vermifugação dos filhotes. No nosso portal, você, pet lover, encontra tudo sobre o assunto!

Esses dois procedimentos auxiliam a prevenir graves doenças e problemas que podem prejudicar a saúde do animal.

A vacinação deve ser realizada a partir dos 45 dias. Deve ser aplicada a quádrupla (V4), que previne contra as seguintes doenças:

  • panleucopenia felina;
  • rinotraqueite;
  • calcivirose;
  • clamidose.

Para filhotes, ela é aplicada em dose tripla, com espaço de um mês entre cada dose. Também deve ser oferecida a antirrábica em dose única.

A vermifugação, por sua vez, deve ser feita ao completar 15 dias de vida, e repetindo o protocolo mês a mês, até completar os 6 primeiros meses. Após esse período, deve-se repetir sempre de 4 em 4 meses, com 3 aplicações anuais.

Com essas dicas, você saberá como cuidar de um gato filhote da melhor forma, garantindo que ele crescerá saudável e feliz! Aproveite e saiba mais sobre um dos cuidados mais importantes para os gatinhos: a vermifugação!