Os pets nos transmitem doenças?

Infelizmente, a resposta é sim e, por isso, vamos lembrá-lo das principais delas. Não fique preocupado! Um pet vacinado, vermifugado, limpinho e que vive perto de sua família dificilmente transmitirá alguma doença. Logo, basta a sua compreensão e atenção para um relacionamento sadio, seguro e feliz entre vocês. Os microorganismos geradores das doenças podem estar presentes nos pelos, saliva, patas, urina e fezes do animal. Vamos conhecê-las?

Giardíase: é muito comum e fácil de ser tratado. Provoca infecção intestinal, diarreia, vômito, dor abdominal e dificuldade em ganhar peso. A melhor maneira para não contraí-la é manter os hábitos de higiene, lavando as mãos ao manipular alimentos e usar água tratada, pois é a maior fonte de contaminação.

Sarna: causada por ácaro e transmissível para outros animais e humanos, provocando machucados na pele, vermelhidão, coceira, inflamação e queda de pelos. As áreas mais afetadas são as extremidades das orelhas, olhos, abdômen, cotovelos, pescoço e calcanhares, mas pode evoluir para outras partes do corpo.

Leptospirose: transmitida por uma bactéria que geralmente se encontra na urina dos ratos. Por isso, é importante ter cuidado com a comida exposta do pet e com os lugares que ele frequente, pois a água e outros animais podem estar infectados.

Raiva: muito comum e muito séria. É transmitida através da mordida de animal infectado, atacando o sistema nervoso central, causando uma doença no cérebro seguida de morte.

Tênia: É o resultado de comer carne crua ou mal cozida de animais infectados. Mas, se pode contrair através de gatos e cães que, inadvertidamente, engoliram uma pulga infectada com larvas de tênia. Vermífugos comuns resolvem o problema além do combate as pulgas.

Bicho geográfico: é uma verminose presente nas fezes de cães e gatos, e geralmente adquirida ao andar descalço. O verme penetra na pele, provavelmente na zona dos pés, nádegas e costas, e pode provocar infecções cutâneas dolorosas, coceira, sintomas abdominais e anemia.

Doença de Lyme: os carrapatos são os principais vetores. Além de febre recorrente, o sintoma mais aparente é um vermelho circular na pele, notado entre o quinto e o décimo quarto dia após a infecção. Pode sentir: fadiga, dores musculares, dores de cabeça, articulares e aumento de volume dos gânglios linfáticos.

Leishmaniose: causada pelo parasita da leishmaniose transmitido aos cães e ao homem pela picada do inseto transmissor. Os cachorros, por ficarem geralmente em áreas externas, são os mais atingidos. A doença provoca aumento dos gânglios linfáticos, perda de pelo, úlceras e descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações.

Lombriga: os cachorros e gatos, se não forem tratados, acabam contraindo lombriga em algum momento de suas vidas. É distribuída no meio ambiente através das fezes de animais. Os sintomas incluem febre, tosse, asma, e até pneumonia.

Evite, portanto, compartilhar alimentos com seu cão ou gatinho. Lave as mãos com sabão e água corrente depois de tocar na urina e nas fezes. Recolha-as e limpe o espaço rapidamente. Evite carinhos, beijos, lambidas próximas aos lábios, nariz e olhos. Vermifugue, vacine, faça controle de pulgas e carrapatos e utilize repelentes próprios contra mosquitos em áreas endêmicas. Leve seu pet para consultas e exames periódicos. Lave as mãos após brincar com o seu pet, principalmente antes de comer ou preparar alimentos.